sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

TESTE DE CONSUMO FINALIZADO – PILOTO AUTOMÁTICO EM ÁREA URBANA

Enfim, concluí o teste de economia de combustível utilizando o piloto automático em área urbana com meu Palio Sporting Dualogic. Para ser sincero, eu contava os dias para finalizar este teste de paciência. Mas, ao final de quase 2 meses concluí que houve uma redução no consumo. Quanto? Em torno de 7% a 11%. Esta margem eu credito ao trânsito da ocasião. Também passei a abastecer meu carro e minhas motos com gasolina aditivada, preferencialmente com o V-Power da Shell. Não é por nada. É que tem um posto pertinho de onde moro.

Utilizei o PA quando era possível, limitando a velocidade em 60 km/h. Mas, reparei que o motor funcionava mais redondo em torno de 70 km/h, com rotação por volta de 2.000 rpm e em 5ª marcha. A 60 km/h, as vezes o carro ficava em 4ª marcha, com rotação por volta dos 2.300 rpm. Depois disso, comecei a usar o PA para ficar entre 65 a 70 km/h. O consumo não se alterou, mas a condução ficou melhor.

Outro fato que contribui para a queda do consumo é o fato do motorista já entrar no carro com intuito de fazer uma condução menos agressiva. Andar tranquilo, relaxado porém com atenção, contribui para o baixo consumo.

Indiretamente, este comportamento me direcionou para que mantivesse semanalmente os pneus calibrados. Passei a me preocupar mais com o balanceamento e alinhamento das rodas e fiz depois de 2 meses de ter feito a penúltima, durante a revisão do carro. Tirei todos apetrechos de motocicletas do porta-malas e com isso aliviei algo em torno de 10 kg.

Ao ver o sinal amarelo a certa distância, ao invés de pisar no acelerador para passar antes do sinal vermelho, passei a tirar o pé do acelerador e frear progressivamente. Ao ver um sinal vermelho, tirava o pé do acelerador e deslizava e muitas vezes o sinal ficava verde e bastava voltar a acelerar progressivamente para manter o fluxo do trânsito. Ao parar num congestionamento, colocava o joystick no N (neutro). Não sei se isso influencia no consumo como num carro automático, mas como o sistema coloca o carro em N após 3 minutos aproximadamente sem movimento, passei a fazer isso manualmente.

Resumindo, o consumo do carro pode ser diminuído ou aumentado de acordo com o comportamento do condutor. De nada vai adiantar o carro ter um motor de baixa cilindrada se o condutor anda com este motor sempre em alta rotação, disputando largadas em semáforos com outros carros, andando 20 a 40 km acima dos outros carros em qualquer ocasião.


Este teste foi ótimo para mim, pois mostrou que há vida inteligente em uma condução disciplinada e responsável. Embora, às vezes, me vi tentado em andar em velocidade acima do fluxo, ou mesmo largar na frente no semáforo ou dirigir esportivamente em avenidas vazias, me controlei e no fim das contas vi meu carro se tornar tão econômico quanto um com motor 1.0.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

ENFIM, VENCEU O BOM SENSO!

Acabou a novela dos freios ABS e air bags em todos os carros fabricados a partir de 01 de janeiro de 2014. Venceu o bom senso. Vidas humanas são mais importantes que os interesses de uma categoria de trabalhadores. A presidenta Dilma bateu de frente com o ministro Guido Mantega e fez prevalecer a preservação da vida, mesmo que isso possa soar uma medida anti-popular.

Mas, ainda não é o ideal. Os carros são obrigados a ter air bags duplos dianteiros. Não se fala nada sobre air bags para passageiros traseiros e laterais que são tendências mundiais. Alguns carros (de luxo!!) já dispõe de freios automáticos que são acionados quando surgem obstáculos tais como pedestres, animais ou outros veículos.

Infelizmente, ainda não é possível economicamente instalar ABS em motocicletas de baixa cilindrada e jaquetas infláveis para motociclistas e passageiros de motos é um sonho quase impossível, tanto pelos preços das jaquetas, quanto pela cultura de que motociclistas de baixa cilindrada não precisa de proteção além do trivial capacete, que na sua maioria são de qualidade questionável, embora leve o selo do INMETRO.

Uma vez, vi um jovem numa scooter 125cc em um estacionamento do shopping. Ele colocou capacete, luvas, jaquetas, cotoveleiras e joelheiras de skatista. Achei a princípio, um exagero. Uns dias depois, tive uma queda boba – moto parada – e ralei o joelho esquerdo e quebrei o dedo médio da mão direita que, até hoje, está meio torto. Eu cai com uma Bros. Se eu estivesse com todo aqueles apetrechos, provavelmente estaria contato uma outra história com final um pouco menos trágico.


Numa reportagem de jornal matutino, recebi a informação que os acidentados custam ao governo federal 45 bilhões de reais anual. Não sei se procede este valor, mas não se deve ficar colocando valores monetários a vida humana para justificar tomar medidas para sua preservação. 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

RECUO DO GOVERNO SOBRE OS FREIOS ABS E AIR BAGS

No noticiário da Globo, o ministro Guido Mantega recuou na intenção de não tornar  obrigatório os freios ABS e air bags a partir de janeiro de 2014. O recuo foi parcial, ou seja, apenas 80% dos carros novos deverão sair de fábrica com os dois equipamentos, deixando 20%  dos carros sem proteção destes dois quesitos importantes de segurança.
A alegação foi que os sindicatos que representam os metalúrgicos levantaram a hipótese de demissão de metalúrgicos pela descontinuidade de modelos que não tem condições de receber os dois equipamentos. Fico indignando, novamente, com uma afirmação desta: manter uma linha de montagem de carros inseguros sacrificando a segurança dos compradores desses carros, só pra beneficiar uma categoria de trabalhadores.
A adoção de medidas de segurança não pode ser norteada levando-se em conta se tais medidas são antipopulares em ano eleitoral. Segundo estudos, o aumento dos carros fica entre 1.000 a 1.500 reais. Eu defendo que o governo absorva este aumento reduzindo os impostos nos mesmos valores. Afinal, a população brasileira como um todo vai se beneficiar por se enquadrarem ao resto do mundo civilizado e desenvolvido.
Está se falando de segurança comprovada e não um estudo teórico a nível laboratorial e parte da população, por não ter condição de pagar a diferença de 1.000 a 1.500 reais, vai preferir comprar os 20% dos carros sem ABS e air bags e correr  risco desnecessários. Exagerando um pouco, fabricar carros sem ABS ou air bags é quase como fabricar um produto com defeito, que pode trazer conseqüências fatais ou lesões permanentes.

As fábricas de automóveis se dizem preparadas para produzir 100% dos carros com ABS e air bags a partir de 2014, como acordado a 4 anos atrás. Então, vamos produzi-los e tentar minimizar a carnificina da guerra em que se tornou o trânsito no Brasil.
FREIOS ABS E AIR BAGS – SÃO REALMENTE NECESSÁRIOS?

Pelo visto, não são tanto assim, aos olhos do governo brasileiro. O que era para ser obrigatório a partir de 2014, vai continuar a ser opcional.
Estudos sérios dentro e fora do país mostram a eficácia dos freios ABS em parada pânica controlada, se não evitando, minimizando os efeitos de uma colisão. O air bag, outro dispositivo que comprovadamente reduz a quantidade de fatalidades, já foi associado como causador de fatalidade, principalmente em crianças e bebês colocados no banco dianteiro e , mesmo com este grave problema, ainda é visto pelos especialistas como um dispositivo de segurança ativa.
Os freios ABS e air bags no Brasil são vistos como artigo de luxo. Põe no carro quem pode, embora sejam oferecidos até para alguns modelos de carros ditos populares. O governo havia concluído que a presença destes dois equipamentos de segurança iria diminuir a quantidade de fatalidades e ferimentos graves e decidiu que a partir de 2004 deixariam de ser opcionais para serem obrigatórios.
Aí vem a minha indignação. Com a desculpa que estes equipamentos iriam aumentar os custos dos carros ditos populares e o fato do país estar atravessando um período de recessão econômica, decidiu-se que tanto o ABS quanto o air bag não seriam mais obrigatórios, por enquanto. Isso leva a imaginar que tais equipamentos não são realmente necessários, já que o governo não pensou em outra alternativa, tipo, reduzir os impostos cobrindo os custos destes dois equipamentos, principalmente para carros populares. Ou seja, assim como se reduziu o IPI de carros populares, o custo do ABS e do air bags também seriam reduzidos ou mesmo gratuitos. O que por sinal seria bastante coerente, pois os compradores de carros um pouco mais caro que os populares já estavam acostumados em ter estes equipamentos embutidos nos modelos escolhidos. No meu caso, os air bags e os freios ABS, já faziam parte do pacote. Nem as rodas pude escolher. Vieram em liga leve e aro 16. Na minha querida São Luís, as ruas são esburacadas e o mais indicado seria rodas de aço.
Por outro lado, é preciso levar em conta também que os carros populares são os que mais se envolvem em colisões pelo fato de serem mais numerosos. Acredito que o ABS poderia contribuir significativamente para evitar as colisões e o air bag contribuiriam para evitar fatalidades e ferimentos graves aos ocupantes.
Assim como acho que deveria ser obrigatório o uso de jaquetas infláveis para motociclistas, bem como calças com proteção nos joelhos e região dos quadris, além de serem obrigatórios o uso de botas reforçadas e luvas de couro. Estes equipamentos ajudam a minimizar significamente os ferimentos nos motociclistas acidentados. Somente o capacete é obrigatório, mas não é só a cabeça que se choca no asfalto em caso de acidente. E assim como no caso dos carros populares, os acidentes são mais frequentes entre os motociclistas de baixa cilindrada. Então, deveria haver isenção de impostos a jaquetas infláveis, calças com proteção, botas e luvas de motociclistas, para que os motociclistas de baixa cilindrada possam andar tão protegido quanto os motociclistas abonados que compram capacetes de 2.000 reais e macacõe de couro de 3.500 reais.

Infelizmente, a desculpa de que os carros populares iriam deixar de ter preços populares venceu a lógica de que a segurança deva vir em primeiro lugar e não tem preço.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

OBRIGATORIEDADE DE USO DE JAQUETA INFLÁVEL
E LIMITADORES DE VELOCIDADE

Sou a favor. Sim, sou a favor da vida. Por isso, sou a favor de jaquetas infláveis para motoqueiros, assim como o uso de coletes a bala e capacetes balísticos para moradores de favelas, onde são frequentes os tiroteios, sejam entre bandidos ou entre policiais ou entre ambos.
Sou a favor de ciclistas que andem com bicicletas sinalizadas com luzes piscantes, espelhos retrovisores e equipamentos de proteção como joelheiras, cotoveleiras e capacetes.
Sou a favor de pedestres usarem coletes infláveis com capacetes. Haveria significativa redução de mortes por atropelamento por carros com air bags e cinto de segurança, e motociclistas que usam capacetes e jaquetas de couro.
Sou a favor da redução de velocidade para 60 km/h em todos os veículos automotivos, de duas ou mais rodas, pois têm caminhões com 22 rodas,  e instalações de limitadores eletrônicos que “cortam o motor” (duas das minhas motos já têm, mas a 9.500 e 12.000 rpm) para todos os veículos movido a motor a explosão com qualquer combustível, e elétricos, ou ambos (híbridos). Sei que é uma utopia. Imaginem poder apreciar a paisagem como nas antigas carruagens e diligências, sentir o vento no rosto.
A velocidade de 110 km/h sugerida é muito perigoso. Tão perigoso quanto a 250 km/h. A maioria dos acidentes fatais ocorrem entre 80 a 100 km/h. Os air bags são eficientes até a 60 km/h e ficam ineficientes exponencialmente com o aumento da velocidade, a tal ponto que carros de corrida não tem air bags e corredores de motos não usam jaquetas infláveis.  Aliás, tudo que estiver em movimento é perigoso. Carros e motos são perigosos até parados ou quase parados. Pessoas perdem os dedos nas portas de carros, morrem sufocadas em garagem com motor ligado, crianças são atropeladas na saída de garagem, motos caem dos cavaletes sobre crianças, etc.
Se vamos criar leis que salvem vidas, vamos fazer isso direito. Vamos proibir a fabricação de bebidas alcóolicas, ou proibir a fabricação de veículos automotivos, pois a convivência com os dois é desastroso, como vejo todo final de semana, as vezes até no meio da semana. Vamos proibir a fabricação de armas e não o porte das mesmas. Sem armas, não é preciso porte. É preciso eliminar a fonte e não criar leis paliativas que não controlam àqueles que fazem mau uso de carros, motos ou armas de fogo.
Vamos aproveitar e criar um “limitador de corrupção”. Um equipamento que é instalado nos políticos e afins, ou em todos os brasileiros que limitem a corrupção a 1 real. Na verdade, tal “limitador” deveria ter tolerância ZERO, como as leis de Deus: corrupto é corrupto, não importa se foi corrompido por um centavos ou 5 milhões de reais. Pra Deus, até a intenção é tão grave quanto a efetivação dela.
Para limitar as velocidades nas rodovias eu sugiro que sejam colocadas lombadas (quebra-molas) a cada 50 metros. As barreiras eletrônicas são burláveis: podem ser desligados e tem pessoas que não se importam em ser multadas, mas precisa ser muito doido para passar sobre uma lombada a 60 km/h. Eu viajo quase todo final de semana para uma cidade próxima e num trecho de uns 2 km tem 10 lombadas. Nunca vi ninguém acima de 50 km nos trechos “mais rápidos”. Já que os motoristas, motociclistas e pedestres não querem respeitar as leis por educação o jeito é por punição.

Com medidas sérias e severas, é possível acabar com a carnificina que se tornou o nosso modo de vida moderno. De Homo sapiens nos tornamos Homo automobiliens, humanos sobre rodas, dispostos a gastar 40.000 reais numa motocicleta de 130 cv ou 100.000 reais por um carro de 250 cv e andar a mais de 230 km/h. Mas, não pensem que é por causas destes afortunados que o mundo está este inferno que está, pois a maioria morrem em motos de 7.000 reais e carros de menos de 35.000 reais. Ou seja, motos que mal alcançam 100 km/h e carros que não chegam a 160 km/h.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

USANDO O PILOTO AUTOMÁTICO DENTRO DA CIDADE
Melhorando o Consumo do Carro

Olhando as estatísticas dos meus blogs, constatei que é gritante as consultas sobre o piloto automático (PA) do Palio Dualogic.
Até dois meses atrás, eu pouco usava o PA, pois tenho viajado mais de moto do que de carro, mas quando pego a rodovia, sempre uso o PA, pois nesta situação estou procurando fazer uma viagem tranquila e ,de quebra, baixar o consumo do carro.
Então, resolvi fazer uso do PA onde tráfego com velocidade máxima entre 60 a 70 km/h para ver se afetava o consumo. Ao invés de pisar mais fundo para cobrir distância de 1.000 a 3.000 metros, comecei a fazer o percurso usando o PA, acelerado até 60 km e depois acionando o PA
É preciso ter atenção para os veículos que vem por trás. Em geral, nesta velocidade não atrapalham os mais apressados, mas sempre é bom manter-se na faixa de carros lentos. Bom, isso é teoria pois na minha cidade, todos querem trafegar na faixa da esquerda, estejam a 30 km/h ou a 100 km/h, embora por lei a velocidade máxima deveria ficar em 60 km/h em área urbana.
Coloquei 50 reais no tanque (algo como 17 litros de gasolina comum), zerei o Trip B e comecei o teste do PA dentro do perímetro urbano. Em boa parte das ruas e avenidas que percorro não foi possível utilizar o PA. Mas, em determinados horários e nos finais de semanas, é possível utilizar o PA por alguns minutos.
De concreto, o consumo do carro diminuiu significativamente, percorrendo 1.1 km por litro do que sem o PA. Se fazia 11.5 km/l, consegui fazer 12.6 km/l, ou seja, com os 17 litros eu consegui rodar mais 18,7 km, utilizando o PA.
Assistindo ao Auto Esporte, ouvi uma motorista de um carro com câmbio automático dizer que mudando um pouco o estilo de dirigir, ela conseguiu economizar até 1 km/l no mesmo carro. Ela não acelerava demasiada o carro para tentar chegar rápido ao próximo semáforo, quando via um semáforo vermelho deixava de acelerar o carro, dirigia em ansiedade, abrindo mão do ar condicionado quando possível.
Então, aliado ao uso do PA passei a adotar uma postura menos agressiva no trânsito, acelerando o carro progressivamente e tirando o pé em declives ou quando via um semáforo vermelho.
Nos trechos de rodovia dentro da área urbana, começaram a colocar radares cujo limite é 60 km/h. Quando estou nestes trechos, coloco o PA esta velocidade e passo normalmente. É comum ver pessoas reduzindo para velocidade inferior a 60 km/h e depois acelerando o carro até 60 km/h ou pouco acima; ou pior, vindo velocidade acima de 60 km/h, freando para passar um pouco abaixo dos 60 km/h e depois acelerando forte para ir novamente acima de 60 km/h. Certamente, nestes dois casos, aumenta-se o consumo do carro.
Durante o mês de outubro, o consumo melhorou 0,3 km/l na primeira medição. Na segunda subiu para  0,5 km/l. Minhas 3 medições, sempre abastecendo 50 reais, foram: 12,9 km/l, 13,1 km/l, 12,8 km/l. Média: 12,9 km/l.
Vamos as seguintes considerações:
(1) Meu carro já chegou aos 14.500 km, está mais amaciado, e na última revisão foram trocados filtros de ar, óleo, ar condicionado, alinhamento de pneus, etc., que pode ter contribuído para baixar o consumo.
(2) Tenho pegado o carro pela manhã, final de tarde e noite, quando normalmente não uso o ar condicionado. Porém, este teste tem somente 1 mês e agora vai começar o período chuvoso na minha cidade, com uso maior de ar condicionado e ocorrência de congestionamentos intermináveis em qualquer horário. Daí, não dá usar o piloto automático e nem ficar exposto à chuva e o consumo do motor deve aumentar significativamente.
         Se por um lado seja monótono dirigir em “velocidade de auto-escola” por outro lado dá pra economizar um pouco, mês a mês. Se em média eu percorro 800 km.mês, o que antes representava R$ 195,00/mês, agora represesenta R$ 174,00/mês. A economia é de apenas 21 reais o que para um colega é bobagem. Segundo ele, não vale o sacrifício de andar como uma “velhinha sexagenária”. Para ele, carro significa virilidade, alta velocidade, alto desempenho, e se você compra um Palio Sporting 1.6 não quer andar atrás de um Uno Economy 1.0.

                Bom, eu fiz o teste por um mês e vou continuar por mais um ou dois meses. Por enquanto, é uma nova experiência andar como um Uno Economy 1.0. Talvez eu me acostume e comece até a gostar, ou chegue a conclusão que se você compra uma motocicleta Super Sport, não levou em consideração o consumo para comprá-la.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

COMPARATIVO PALIO SPORTING 1.6 DUALOGIC X HB20S AUTOMÁTICO

Tive a chance de dirigir um HB20 por trecho de avenidas e ruas com trânsito rápido e lento, pistas planas e inclinadas e conversar com o proprietário do mesmo sobre o consumo e adaptação do manual para o automático. Com isso, pude avaliar melhor o meu carro e sentir as diferenças, principalmente com relação ao câmbio automático x automatizado. Desde já me desculpo por falhas neste comparativo pois não tenho a pretensão de competir com os especialistas de revistas igualmente especializadas que não ajudam muito na escolha de um modelo de carro. Sempre tenho a impressão que algumas matérias são pagas pelos fabricantes de carros (e de motos) interessados. Meu único vínculo com a Fiat é o de ser proprietário de um Palio Sporting Dualogic a pouco mais de um ano.
Logo de saída, a diferença está na quantidade de posições de um com o outro, o que pode intimidar as pessoas que nunca tenha dirigido um carro de câmbio automático. No HB20 as posições são sete (P-R-N-D-2-1-L) enquanto que do Palio são três (N-D/M-R). Para ligar o HB20 precisa estar em P com pé no freio; no Palio precisa estar em N com pé no freio. Gosto de coisas simples, então achei a solução da Fiat mais elegante com apenas 3 posições. Quem gosta de coisas mais complicadas, 7 posições é uma beleza. As posições 2-1-L são para evitar que as marchas subam descontroladamente, por exemplo, num declive acentuado, ou manter a marcha mais baixas em situações de lama ou piso escorregadios. No Palio, o carro não passa para uma marcha mais alta se não pressionar o acelerador, ou seja, numa descida não sobe de marchas se não pisar no acelerador. No caso de querer ter controle manual é só desligar o modo Auto e controlar na borboleta ou joystick.
Para sair, o HB20 precisa passar pelo R-N até chegar em D. No Palio basta puxar para o D/M na posição do meio. De cara, o creeping mostra vantagem para sair do estacionamento; o carro  move sozinho lentamente ao tirar o pé do freio, podendo ser controlado apenas pressionando o freio. Para dar ré, precisa passar pelo N e no Palio basta um movimento apenas. Neste quesito, a simplicidade do Palio em ter apenas 3 posições na alavanca de câmbio, assusta menos, e a falta de creeping pode ser compensado usado o pé esquerdo para frear facilitando a manobra de estacionamento, bem menos complicado do que com o câmbio manual que muitas vezes pode obrigar ao motorista utilizar o freio de mão para controlar melhor a manobra.
Ao sair cheguei a um aclive bem acentuado. Parei o HB20 e soltei o freio sem acelerar o carro: o carro ficou imóvel de modo seguro e sai com tranquilidade sem aquela manobra complicada em um carro de câmbio manual. Nota 10. No meu carro, eu uso o pé esquerdo para imobilizar o carro no aclive. Assim, obtenho um efeito semelhante, sem deixar o carro deslocar um milímetro sequer para trás. Neste aclive é normal ver os carros com câmbio manual descer de ré alguns centímetros e até 50 cm no caso dos motoristas menos experientes, sendo comum o motor estancar ou cantar os pneus. Poucos conseguem de primeira controlar a decida indesejada com a embreagem.
Eu comentei com o proprietário do carro que a direção elétrica do HB20 era ótima, e aí veio mais uma surpresa: a direção é hidráulica. Muito leve, fazendo com que o meu parecesse uma direção mecânica (exagerando um pouco!). Nota 10 para a direção hidráulica do HB20.
O HB20 tem volante com couro e comando de rádios e outras coisa que não me interessei em ver, mas ai vem outra diferença: não tem borboleta para trocas manuais (ou sugeridas). No painel, enquanto no meu é possível ver em que marcha o carro está engatado, no HB20 aparece apenas o N no visor. Portanto, quem gosta de “esportividade” e fazer troca (sugestão) de marchas manualmente como na F1 ou no joystick como um carro comum, esqueça. É um carro automático sem possibilidades de intervir no câmbio. Mas ai vem outra surpresa: o motor do HB20 tem muita potência. São 8 hp a mais que o meu. No semáforo, ao pisar fundo o acelerador, o carro avança firme e consistente, engolindo a distância entre um semáforo e outro e os freios potentes com ABS dá total segurança em fazer algumas idiotices sem muita gravidade.
Na questão da falta de borboleta ou usar a alavanca de câmbio para troca sequencial, sinceramente, passo 99% do tempo no modo automático comum (opção S desligado). Então, embora meu carro tenha recursos de “esportividade” faço pouquíssimo uso dele.
Agora, o ponto crucial que é muito escrito nas revistas especializadas: os soluços. Eu senti os mesmos soluços no HB20 que tem no meu carro, principalmente na tocada esportiva. A única diferença neste quesito é que no meu é possível escutar os pistões trocando de marcha e no  HB20 não. Mas, esta história de que não dá pra sentir a troca de marcha no HB20 não é verdade. Isso foi constatado pelo próprio proprietário, embora os passageiros, tanto no meu carro como no HB20 pouco notem estes soluços. Neste quesito, nota 10 pro Dualogic por ser um sistema “quebra-galho” mas que resolve bem a questão.
Em velocidade de 80 km/h tanto o HB20 como o Palio mantém uma rotação bem baixa no motor, o que pode significar boa economia de gasolina em médias velocidades. Porém, como ambos tem computador a bordo, pude constatar que o consumo do HB20 no mesmo trecho que costumo fazer em torno de 11 a 12 km/l, ele fez 8,30 km/l. Meu carro já tem 14.000 km rodados e o dele tem menos de 2.500 km e isso pode influenciar no consumo. Segundo ele, o consumo de um colega que tem o carro a mais ou menos 1 ano em médio é 8 a 9 km/l na cidade e na estrada passa dos 13 km/l (100~110 km/h). Bom, aí vem a questão do creeping e do fato do HB20 não deixar o carro afastar num aclive. Estes dois efeitos é conseguido por causa do conversor de torque, ou seja, o motor precisa aumentar a rotação para obter os efeitos desejados aumentando o consumo pela fuga de potência com o carro parado. Uma dica que passei para ele foi de que se ele parar num semáforo ou congestionamento, coloque o câmbio na posição N. Assim alivia um pouco a fuga de potência pelo conversor de torque.
O HB20S é um sedan com muito mais espaço que o meu Palio que mal cabe as compras de supermercado de uma família de 5 pessoas adultas. Isso eu constatei carregando as compras pra minha namorada. No meu caso, basta um bauleto de Bros para a compra da semana ou quinzena. Neste quesito, nota máxima para o HB20.
Agora vem a parte dolorida: quanto foi pago pelo HB20S automático e quando foi pago pelo Palio Sporting Dualogic? Uma diferença 7.500 reais: 52.000 x 44.500.
Sinceramente falando, eu não compraria o HB20S, pois além do câmbio automático não ser tão superior quanto alardeiam os especialistas tem apenas 4 marchas, prefiro câmbio automatizado pelo fator economia de combustível que notoriamente é melhor neste tipo de câmbio. Além de ter os mesmos soluços que o meu, porém sem ruídos de pistões. O motor mais potente significa consumo maior em situações, digamos, mais divertidas. No fundo, quem pode gastar 52.000 reais por um carro, não tem o consumo como prioridade na escolha do modelo de carro. Ainda assim, prefiro pegar outro Palio Sporting Dualogic Plus com teto solar e ainda ficaria abaixo dos 50.000 reais. E particularmente, não gosto do Punto.
Volto a defender o câmbio Dualogic como um meio mais simples e barato de ter um câmbio com troca de marchas sem pedal de embreagem, que tem piloto automático, paddle (borboleta), troca por joystick, ter 5 marchas adequadamente escalonada e que tem creeping nos modelos Plus.
Agora, o New Fiesta 1.6 continua nos meus planos, pois tem câmbio seqüencial de 6 marchas e dupla embreagem, garantindo troca macia de marchas, economia e esportividade com algum controle manual (tecla de troca manual e tecla S), embora não tenha a função joystick e a borboleta. Seu motor tem 12 hp a mais que o meu, com a ressalva que o comando de válvula infelizmente é por correia e não por corrente como é o Palio eTorq 1.6. Além do kit EcoPak de economia de combustível. Mas, por enquanto está precisando de alguns ajustes aqui e ali para ficar como eu quero. O que sei é que está cada mais complicado escolher um bom carro sem pedal de embreagem.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

15.000 KM COM CÂMBIO DUALOGIC – SATISFAÇÃO TOTAL
(por enquanto...)

Hoje levei meu carro para a revisão dos 15.000 km, com 14.003 km rodados. A concessionária onde comprei o carro é a melhor da cidade, com um pós atendimento de qualidade. Há cerca de um mês eles me ligaram para avisar da revisão da carroceria e como estava próximo da quilometragem de revisão de 15.000 km, agendaram para hoje a revisão. Fui a concessionária e estava tudo lá conforme esperado: meu nome, horário e o até o atendente. Nos meus quase 20 anos de cliente FIAT não tenho queixas sobre a pós venda e de seus produtos. De alguma forma, estou fidelizado a marca.
Este é meu primeiro carro Dualogic e desde o início procurei me informar sobre o sistema. Depois, fiz test-drive de praxe, aquele que a única avaliação é que o sistema é simples de manusear, mas foi o suficiente para ficar convencido de que este sistema de câmbio me satisfaria.
Quando decidi pelo modelo, começaram a chover críticas dos mais coerentes até os mais infundados. Hoje, ao sentar na sala de espera para o transporte até meu trabalho, cortesia da concessionária, conversei com uma fonoaudióloga proprietária de um Linea com 2 anos de uso, 15.000 km rodados e câmbio manual e ao falar que meu carro é Dualogic, ela logo falou que foi convencida a comprar um carro manual por pessoas que a alertaram sobre o alto consumo, o custo elevado de manutenção, nos “soluços” das trocas de marchas bem ilustrados numa campanha publicitária, nas reclamações de clientes insatisfeitos com o sistema, na falta de oficinas capazes de fazer a manutenção deste tipo de câmbio e nos altos custos em caso de necessidade de trocas de peças.
Com tudo isso, até eu fiquei com vontade de dar meu carro e comprar um carro de câmbio manual, pois seria injusto revender um sistema tão prejudicial a outro ser humano. Realmente, quando se vai no ReclameAqui dá pena dos infelizes proprietários que optaram pelo câmbio Dualogic e de outros câmbios automatizados. Me parece que sou o único proprietário de um carro Dualogic que fala bem do sistema e até indica para os amigos. Do jeito que a proprietária do Linea colocou, vou começar a indicar aos inimigos.
Posso ter tido sorte com o meu carro. Mas, seria absurdo imaginar que a FIAT venha mantendo este tipo de câmbio em seu catálogo se o mesmo fosse tão ruim assim. O mesmo para a VW (I-motion) e GM (Easytronic), todos tipo automatizado tipo “quebra-galho”, ou seja, é um câmbio normal com dispositivo mecatrônico que executa a troca de marcas imitando um câmbio automático verdadeiro.
Desde que comecei a publicar este blog, meus textos já acessados mais 3.600 vezes o que mostra um grande interesse por este tipo de câmbio. Meu blog sobre motocicleta Kawasaki Z750 ABS teve apenas 10 acessos, ou seja, sou o único que acessa. Com isso, tenho alguma responsabilidade com que escrevo e garanto que não estou sendo pago para ser complacente com o sistema Dualogic. Se o mesmo fosse ruim, ia “descer o cacete” e procurar o PROCON, a PF, o ReclameAqui, etc.

Ao meu ver, o câmbio Dualogic vem cumprindo o que promete. Suas trocas são suaves sem incomodar com os exagerados “soluços” da propaganda concorrente, o consumo do meu carro no circuito urbano tem sido entre 11 a 11,5 km/l nos últimos 3 meses, com 14.000 km rodados, não apresentou nenhum problema descritos no ReclameAqui, o câmbio veio em um modelo só um degrauzinho acima de um carro popular (na faixa de 45.000 reais) e o mais importante, é uma delícia dirigir em qualquer situação de tráfego. Não tenho um pingo de arrependimento em ter comprado meu carro com sistema automatizado. Pretendo usar ele por mais um ou dois anos e o próximo carro com certeza não será um carro manual. Estou esperando pelo lançamento de um modelo mais barato com este sistema: Uno Sporting ou Way 1.4 Dualogic. Sabe como é, pobre também merece comodidade.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

PROBLEMAS COM CÂMBIO DUALOGIC

Tenho percebido um aumento nas reclamações sobre o câmbio Dualogic, devido ao aumento de números de usuários deste tipo de câmbio.
O mais comum, e também o mais grave, é que o câmbio se desliga que sem aviso algum, no meio do trânsito e até fazendo uma ultrapassagem!! Outro defeito citado é o vazamento repentino de fluido do câmbio que leva ao travamento do mesmo. Preocupante... o pior é que os proprietários ficaram sem explicação por parte da FIAT e ficou por isso mesmo. Alguns, estavam na garantia e mesmo assim a dor-de-cabeça não foi menor, pois aí entra o fator “concessionária” e começa o jogo de empurra-empurra que só vai se resolver judicialmente ou “na ignorância” mesmo.
Aliás, em alguns casos, a FIAT explicou assim: “o problema não é do câmbio Dualogic, mas de outros fatores tipo chicote de injeção, sensor abertura de porta, aumento de temperatura da embreagem, que por segurança coloca o câmbio em ponto morto e se trava”. Bem, se isso é segurança acho que a Fiat precisa avaliar este conceito.
Imagine que você esteja numa rodovia de mão dupla, fazendo uma ultrapassagem num caminhão bitrem de 25 metros a 65km/h (respeitando o limite máximo de 80km/h), e no meio da ultrapassagem o câmbio se desliga e entra em ponto morto. Há grande possibilidade de não ser só câmbio estar “morto”... você também pode estar, logo depois!
Até então, eu vinha rasgando elogios ao sistema Dualogic. Conforto, baixo consumo, comodidade, sem ruídos excessivos, sem trancos incômodos... Mas, os defeitos citados, segundo os reclamantes, surgiram do nada, sem mais nem menos. Eu fico um pouco cético, pois as vezes o problema pode ter sido induzido de alguma forma inocente.
Eu tenho uma teoria e pode ser a maior besteira que vou escrever aqui. Estes problemas não são em todos os carros Dualogic. A própria FIAT garante que os problemas periféricos acabam recaindo sobre o câmbio. Imagino que o sistema tenha vários sensores que podem realmente complicar a vida dos motoristas. Por exemplo, se eu abro a porta com o motor ligado, o cambio passa para o neutro (N) e toca um aviso sonoro. Se abro a porta com o motor desligado no neutro (N), carro toca um aviso para que eu coloque no D/M ou R. Além do fato de não ligar se não estiver em neutro e com o freio pressionado. Se você erra a manobra, é preciso ter paciência de recomeçar do zero, senão o motor não liga. Imagino então que há uma porção de fios, sensores e conectores, principalmente no compartimento do motor. E aí fica minha desconfiança:, uma das causas dos problemas pode ser a lavagem do motor.
Meu penúltimo carro, um Fiat Palio 1.0 Fire, passou 4 anos comigo e nunca teve o motor lavado. Coincidência ou não, nunca teve nenhum problema. Esta dica de nunca lavar o motor me foi passado por um proprietário de lava-jato. Ele me dizia: quando se lava o motor de um carro, é quando começa a estragar o motor. Ele dizia também: você só deve lavar o motor quando for vender seu carro, pois depois de vender o problema vai ser de quem comprou seu carro. Garanto que não lavei o motor antes de vender meu carro; apenas limpei com pano umido. Quem o comprou foi a concessionária onde comprei o carro do meu filho: um novo Uno 1.0 com câmbio manual.
 Eu pensei que isso era bobagem, mas um colega comprou um Fox 0km e, na empolgação, pediu para lavar o motor na primeira lavagem. Ao sair do lava-jato, ia chegando num semáforo, o motor simplesmente apagou. Sem motor, o freio perdeu o servo e mesmo pressionando com tudo de tinha, bateu na traseira no carro da frente.
Acredito que os fabricantes fazem teste de estanqueidade das conexões elétricas, das juntas, sensores e sistemas elétricos, mas com uma pressão abaixo dos jatos que se usam em lava-jatos. Alguns ultrapassam 1.000 psi ou 68 kg/cm². Para ter uma noção os pneus de um carro usam normalmente 28 psi ou 1,9 kg/cm².
Num carro com câmbio Dualogic, acredito que a lavagem de motores pode estar por trás dos problemas. Para quem gosta de manter o motor “limpinho” basta seguir as recomendações dos fabricantes em cobrir as partes eletrônicas com plásticos, vedar as aberturas e o mais importante, utilizar baixa pressão na lavagem do motor. Depois, secar tudo sem utilizar ar comprimido, pois a pressão do ar pode acabar empurrando água para dentro das conexões elétricas. O carro foi feito para aguentar um pouco de água. mas não são projetados para serem "afogados". Se bem que há casos de carros "hidrofobos" que apagam em chuvas fortes quando passam em poças d'águas.
Se a minha teoria estiver correta, estes cuidados devem ser tomados para qualquer carro moderno, pois a eletrônica está cada vez mais presente e dispositivos eletrônicos com umidade não combinam. Com isso, minimiza-se a probabilidade de causar algum problema ao motor (na verdade, às partes eletrônicas do motor) e, consequentemente, ao câmbio Dualogic ou outro câmbio automatizado.
Outro problema pode ser a instalação de algum outro dispositivo não original ou mesmo original, porém mal instalado. Um amigo tem um Punto e depois de instalar um GPS e um DVD Player, o carro começou a apresentar problema na injeção e na marcha lenta do carro. Outro caso que fiquei sabendo, foi a instalação de um alarme-bloqueador-localizador em um Idea automatizado. O carro deixou de trocar de marchas no modo automático. Em ambos os casos, os problemas foram solucionados removendo os dispositivos problemáticos. Ou seja, se seu carro saiu sem aquele dispositivo original de fábrica e se arrependeu de não ter colocado, venda ele e compre um novo. É mais seguro e recomendado.

De resto, é torcer para que meu carro tenha sido montado de modo correto, para não ocorrer vazamento de fluido do câmbio e que as manutenções de rotinas feitas em concessionárias sejam corretas também. Espero nunca ter que escrever algo contra o câmbio Dualogic ou a FIAT no www.reclameaqui.com.br.

sábado, 28 de setembro de 2013

CÂMBIO DUALOGIC x CÂMBIO POWERSHIFT

Até poucos dias atrás, eu não sabia da existência do câmbio Powershift que equipa o Novo Fiesta e o EcoSport, ambos da Ford.
Fiquei muito animado e comecei a pesquisar na Internet este câmbio, pois logo de cara o que chamou a atenção foi o fato dele ter dupla embreagem, depois por ter 6 marchas. Um câmbio verdadeiramente seqüencial e não um câmbio manual que recebeu um dispositivo eletro-hidráulico ou totalmente elétrico para efetuar as trocas das marchas automaticamente, simulando um câmbio seqüencial, ou seja um “quebra-galho”, segundo os proprietários de carros com câmbio seqüencial de dupla embreagem. O câmbio Dualogic se enquadra nesta segunda categoria, as dos “quebra-galhos”.
Assisti vídeos no Youtube, li os dados no site da Ford, li artigos de revistas on-line de automobilismo, e continuei animado.
Vamos colocar os pés no chão. Este câmbio equipa um carro no patamar do Punto e não do Palio, na faixa dos 52.000 reais (o meu Palio custou 44.500 reais). Pelo pacote tecnológico do carro, a principio me pareceu valer a pena comprar o Novo Fiesta e  cheguei a pensar em fazer um test drive e ao as coisas começaram a desandar.
O carro apresenta uma série de reclamações nos item acabamento e ruído no câmbio PowerShift. Li ao menos um artigo de usuário que faz críticas sobre o câmbio e achei este artigo o menos tendencioso do que aqueles publicados pelos “especialistas” de revistas automobilísticas. Por exemplo, não entendo como uma Kawasaki Z750 pode ser inferior a uma Hornet 600. Bem, isto é notório nos comparativos de revistas motociclisticas. Eu tenho uma Z750 e nem penso em trocar por uma Hornet, mas conheço meia dúzia de proprietários de Hornet que gostaria de ter uma Z750, mesmo que a mesma tenha sido descontinuada (agora é Z800). Com isso, fico com pé atrás com as reportagens de revistas especializadas e análises dos seus “especialistas”. Parecem que fazem “matérias pagas” e não uma análise isenta dos produtos.
Sempre que penso em comprar algo, lembro de recorrer ao RECLAMEAQUI. Um site de utilidade pública, onde o pessoal “mete o cacete” quanto estão insatisfeitos. No caso da Z750, eu percebi que não havia reclamações sobre a moto ou a Kawasaki, mas contras concessionárias (algumas), por mal atendimento principalmente. No caso do Palio com Dualogic, eram na maioria contra concessionárias e não com o motor ou câmbio do mesmo.
Mas, no caso da Ford a reclamação ia desde concessionária que não entrega o carro e muitos sobre o câmbio PowerShift. Foi até cômico uma reclamação de um usuário de Audi com câmbio DSG da VW (outro câmbio seqüencial de dupla embreagem, acho tem 7 marchas) em que a fabricante sugeria ele atualizar o software para anular uma das embreagem do sistema de dupla embreagem do DSG. Deve ser brincadeira!! Outro, queria montar um grupo de reclamações e fazer pressão sobre a Ford para solucionar o problema do câmbio PowerShift. Eu trocaria de carro. Pois parece ser problemas de lote e ninguém da Ford (fabricante e concessionárias) querem solucionar, por exemplo, trocando os câmbio defeituosos, o que seria o mais lógico, ao invés de ficar falando que o problema é “normal” neste tipo de câmbio, ou sugerir atualizar um software para eliminar uma das embreagens como no caso do Audi.
Ai, pensei... é melhor deixar a Ford “quebrar a cabeça” um pouco e depois eu penso em trocar meu Palio por um Novo Fiesta e iria pagar uns 5.000 reais a mais, se comparado com um Palio Sporting Dualogic com teto solar, e menos que um Punto Dualogic. Motor por motor, o da Ford é mais moderno e tem mais potência e tem um pacote tecnológico invejável (controle de estabilidade e tração, direção hidráulica, sistema EcoPak de desligamento equipamentos acionadas pelas polias do motor e controle por voz), mas o motor tem dois comandos de válvulas acionados por correia dentada e 16 válvulas. Para quem não sabe dos riscos, basta assistir um vídeo sobre correias dentadas em motores com 16 válvulas e dos cuidados necessários para não serem surpreendidos, ainda mais com comando duplo de válvulas. E o pior, um câmbio que, a princípio, deveria ser impecável, apresenta deficiências que enervam os seus proprietários, tipo, barulho excessivo como algo atritando sem lubrificação e se mostra “indeciso” em subida ou em baixa velocidade nos congestionamentos. De resto, uma maravilha!! Ou seja, “tirando os mortos e feridos, todos estão bem”, como diriam os que estão “satisfeitos” com o câmbio.

Talvez, daqui um ou dois anos, estes problemas estejam resolvidos e aí migre para o Novo Fiesta PowerShift e não para um Punto Dualogic. Por enquanto, meu carro Dualogic continua perfeito e me dando muito prazer em dirigi-lo. Tem barulho, sim, mas são dos atuadores fazendo a mágica da troca automática; tem “indecisões”, sim, mas quando a indecisão parte do motorista (pisa ou alivia?), têm “soluços”, sim, só se você quiser apertando a tecla “S” ou fazendo a troca no modo manual em alto giro. É um “quebra-galho” que funciona muito bem. Se você não pode esperar e quer ou precisa de um carro com trocas automáticas de marchas, continuo sugerindo comprar um carro Dualogic. Como diria o Seu Cleyssom, “este eu agarantio!”. Os câmbios I-Motion e o Easytronic, outros automatizados semelhantes ao Dualogic não os conheço como conheço o Dualogic a um ano e 13.600 km percorridos.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

COMO É O RETORNO AO CÂMBIO MANUAL?

Os meus amigos e meu filho não cansam de brincar comigo (é quase um bullying) quando vou pegar um carro de câmbio manual.
- Você ainda lembra do pedal da esquerda?
- Você ainda sabe as posições das marchas?
- Não precisa pisar no freio para ligar este carro...
- Você está demorando para trocar de marcha...
O pior é quando o carro quase "morre" num lapso de não pisar na embreagem na parada de um semáforo. Ai, a brincadeira dura até uma semana... e se o carro "bater o pino" numa troca equivocada para uma marcha mais leve e pisar fundo no acelerador, o erro vai parar no Facebook.
Estes esquecimentos não chegam a prejudicar a condução normal do carro, então, não tem essa de que você vai esquecer como se dirige uma carro de cambio manual se dirigir um carro de cambio automatizado por longo tempo. Não fico estressado quando vou pegar um carro de câmbio manual. Consigo em 5 minutos reestabelecer a relação com um câmbio manual.
Isso não quer dizer que eu voltaria a comprar um carro de câmbio manual. Principalmente, quando entro num congestionamento. Aí, dá vontade de estacionar o carro manual e pegar um táxi. Ninguém merece o tormento de ficar trocando de neutro-1a.-2a.-neutro para percorrer 10 metros e repetir tudo novamente num percurso de 500 metros. Isto porque moro em São Luís (MA) - 1 milhão de habitantes, 400.000 carros mais ou menos.
Quando fui a São Paulo, desci a Av. Rebouças inteira em pleno 18:30hs numa sexta-feira com um Uno alugado. Foi o inferno na Terra!!! Ficava me lembrando do meu carro com câmbio Dualogic e lamentando ser pobre e ter que economizado no aluguel de carro com câmbio automático.
Mas não é só no congestionamento que o câmbio automatizado é bom. Como já descrevi em artigos anteriores, eu faço as trocas sem aliviar o pé do acelerador, seja no modo manual quanto no automático. As vezes,  em subida muito íngrime, uso a borboleta, quando a troca automática demora um pouco e sinto que a rotação do motor está subido em demasia. Para mim é quase imperceptivel os aclamados "soluços" dos câmbio automatizados citados nas revistas automotivas, mesmo sem aliviar o pé do acelerador nas trocas de marchas, pois não sei fazer isso até hoje!!
Fiz um teste drive uma vez com um Nissan com câmbio automático normal (não o CVT) e foi perceptível os "soluços" até maiores que do meu carro, talvez por causa da suspensão mais macia do Nissan. Dirigi também um Honda Fit CVT (aquele modelo mais antigo) e este realmente não senti nenhum "soluço", ou um Mègane  SW com câmbio Dynamatic (acho que é assim que se escreve).
Mas, o assunto não são "soluços" nas trocas de marchas que podem estar com os dias contados com a adoção do sistema de dupla embreagem em carros automatizados. Este tipo de câmbio é mais caro que o automatizado mais simples, porém mantém a característica de não haver "fuga" de potência dos câmbio automáticos que os fazem serem menos econômicos. Estou falando como um proprietário de um carro quase popular e não um cara que tem dinheiro pra comprar um Corolla Altis, pois aí o consumo seria de menos, eu acho...
Meu sonho de consumo é um carro conversível, mais especificamente, um Peugeot 308 cc.
Porém, pagar R$ 130 mil por um carro ainda é um sonho mesmo. Meu próximo carro já está mais ou menos definido. Ele deve ser um pouco melhor que o meu atual, não vai ser conversível mas terá teto solar: Palio 1.6 Sporting Dualogic Plus com teto solar. Não é um conversível mas vai dar pra sentir um ventinho a mais e ver o céu, mas pelo menos este posso pagar. Logicamente, com Dualogic Plus, um passinho a frente do meu atual...

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

12.000 KM - PALIO DUALOGIG SPORTING 1.6 16V
VALEU A PENA, ATÉ AQUI... E OUTRAS VANTAGENS DO CAMBIO AUTOMATIZADO

Hoje, dia 28 de agosto 2013, meu carro está tem 12.760 km rodados. Avalio que tenho rodo 80% desta quilometragem no circuito urbano. Além disso, tenho tenho motos e com isso, uso o carro de modo, digamos mais racional. Por exemplo, evito usar nos horários de rush. Dou preferência em trafegar por avenidas rápidas e evitar congestionamento a qualquer custo. Mesmo com chuva, é mais rápido trafegar com moto, mas se estou acompanhado uso o carro. Desta forma meu consumo não deve servir de parâmetros para a maioria das pessoas que usam seus carros a qualquer hora do dia. Mas, se você estiver interessado em saber meu consumo médio lá vai: 10 km/l. Chego a fazer 11.5 km/l e nunca abaixo dos 9.5 km/l. Portanto, considero meu carro econômico. Lembrando que circulo 90% do tempo com ar condicionado (moro em São Luís-MA).
Com toda esta quilometragem era de supor que já estaria "enjoado" do meu carro, mas pelo contrário, sinto muito prazer em dirigí-lo. Por ter um bom motor 1.6, as acelerações são muito consistentes. A velocidade sobe rapidamente e as trocas das marchas ocorrem de modo suave e precisa. Digamos que nas trocas de marchas quase nunca uso a borboleta ou o joystick. Este último uso toda vez que preciso ligar ou engatar a marcha ré. As vezes me lembro das borboletas quando alguém me pergunta "o que é este (+)  e (-) ao lado do volante?".
Quando preciso parar mais rapidamente, os pneus mais largos e o ABS dão conta do recado com toda segurança. Mantenho os pneus calibrados - tenho uma bomba elétrica com calibrador muito prático, afinal tenho 11 pneus para manter calibrados (5 do carro e 6 das motos). Com certeza, isso vai contribuir para a durabilidade dos mesmos. 
Minha única ressalva é com relação ao tapete original do lado do motorista. Aliás, todo os tapetes do carro que são de tecido tipo carpete. Sujam muito e o do lado do motorista fez um furo no apoio do calcanhar do pé direito. Vou colocar um conjunto de tapete de borracha, mas prático (mais fácil de limpar) e mais durável (o do meu carro anterior nunca furou em 4 anos de uso).
Fora isso, tudo está funcionando perfeitamente.
Por enquanto, não tenho planos de trocar de carro, mas se for trocar optaria pelo mesmo modelo, colocando apenas o Dualogic Plus (deve trazer um pouco mais conforto nas manobras - não tenho nenhum problema com o Dualogic atual, pelo contrário, sinto total controle e segurança nas manobras de estacionamento e nas rampas mais íngremes) e o teto solar, item meio bôbo, eu sei, mas acho que é porque gosto mais de pilotar motos o que dirigir de carros. De resto, acho que vou manter até a cor: cinza scandium, cor de televisão desligada, segundo um colega.
Outro dia fiquei imaginando porque a FIAT não coloca este câmbio no UNO 1.4 (Essence ou Sporting), o mesmo que equipa o Fiat 500. Acho que haveria uma procura maior deste tipo de comodidade para um carro custando mais barato que o Palio 1.6 (Essence ou Sporting). Não acho que haveria autocompetição entre os modelos da fábrica (Uno x 500, Palio x Uno), mas uma oferta para os tops de linha do modelo UNO. Se vai vender como água, não sei... Mas, quem comprar vai sentir abençoado!
Meu filho me falou que assim como o ABS será obrigatório em todos os carros a partir de 2014, o câmbio automatizado também deveria, pois não aguente mais ficar trocando de marcha em congestionamento. Bem, eu disse que no Brasil a maioria dos motoristas não se sentem confortáveis se não tiverem o controle da alavanca de câmbio e embreagem. Algo meio cultural. Não adianta eu divulgar que o cambio automatizado não aumenta o consumo, não torna o carro incontrolável, não deixa o carro "bater pino", as marchas sempre estão engatadas (não há o perigo de "banguelar" numa descida) e corretamente no regime correto, é mais rápido nas retomadas, não é lento nas trocas normais. A única desvantagem é que tem um custo adicional de 2.000 a 3.000 reais, e talvez aí vem o "fator cultural" para mascarar o verdadeiro fator: o econômico. Mas que com certeza compensa pelo possível aumento da durabilidade do conjunto motor/transmissão.
Estou contente com minha aquisição feita a quase um ano.
De longe, considero este meu melhor carro em todo seu conjunto. Se eu recomendava o carro antes de rodar 12.000 km, hoje eu mais que recomendo - não me vejo mais comprando um carro que não seja automatizado. Não quero manual e nem a transmissão automática (epicicloidal, CVT ou X-Gear Nissan). O manual funciona mas é algo primitivo, e as transmissão citada todas tendem a ser menos econômicas que seus variantes manuais, principalmente por causa do conversor de torque (a bomba hidráulica que serve de embreagem para estes tipos de câmbio). Ou seja, o que para muitos é um item contra (do câmbio ser automatizado e não automática pura) para mim é a favor. Não rouba potência do moto na aceleração nem quando está parado (os automáticos tendem a movimentar o carro em marcha-lenta - "creeping") O sistema que simula o "creeping" no cambio Dualogic Plus é diferente. Se o carro estiver freado o câmbio está 100% desengatado, ou seja, sem "engate residual" de um conversor de torque. O carro entra em "creeping" quando se tira o pé do freio, colocando o carro em movimento em até 7 km/h, facilitando as manobras de estacionamento. Infelizmente, meu carro não possui este sistema, mas não tenho nenhum problema com o sistema atual durante o estacionamento ou em rampas íngremes.
Meu sonho é ter uma moto automatizada. Há duas no mercado, ambos da Honda e estas têm um item interessante: a dupla embreagem. Como funciona? Uma embreagem cuida das marchas pares e outra das impares. De tal modo que a passagem de uma marcha para a outra é quase instantânea, muito suave. Será que a Fiat já está pensando em colocar este sistema em seus carros? O sistema já equipa os carros esportivos e de luxo com até 7 marchas (Porsche, Mercedes, Bugatti). Dizem que o limite econômico é 9 marchas. Acho que este será o futuro dos automatizados: câmbios de 5 ou 7 marchas com dupla embreagem. Mas por quê estes fabricantes de carros potentes estão optando por câmbios automatizados e não os automáticos? Simplesmente por não haver perdas significativas nos câmbios automatizados, fora outras vantagens como evitar que o condutor erre a marcha em alta velocidade e a troca ser feita na rotação correta do motor mesmo se a escolha tenha sido manualmente através de uma borboleta no volante.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

PILOTO AUTOMÁTICO: COMODIDADE E BAIXO CONSUMO

PILOTO AUTOMÁTICO DO PALIO SPORTING DUALOGIC:
COMODIDADE E BAIXO CONSUMO
No blog anterior, não escrevi quase nada sobre o Piloto Automático (Cruiser) do meu carro. Não havia testado pra valer numa rodovia, mas pude fazer este teste numa pequena viagem de 200 km (ida e volta), por estrada bem pavimentada e de pouco movimento. Pois é, o Piloto Automático é para estas condições e aí deu para avaliar o sistema quanto a comodidade e como auxiliar de controle de consumo de combustivel.
Peguei um trecho de 55 km aproximadamente, com aclives suaves, curvas de alta velocidade, porém com 2 faixas apenas, ligando a cidade de Morros (MA) a entrada de uma comunidade conhecida como Santa Cecília. Na ida, fui no modo normal - câmbio no modo Auto, procurando manter a velocidade entre 90 a 100 km/hora, velocidade compativel com o estado e tipo de estrada. O consumo nestas condições foi de 13,3 km/h. Nada mau, levando-se em conta que estava com 02 pessoas (70 kg + 50 kg), ar condicionado em 2, porta-mala com uns 50 kg de tralha de motociclista (2 capacetes, blusões, alforges, bomba de ar, carregador de bateria). Para facilitar usei o aviso sonoro, programando a velocidade para 95 km/h. Quando o alarme soava, aliviava o pé e mantinha esta velocidade. Confesso que é dificil andar vigiando o velocímetro e dosando a pressão no acelerador tentando manter a velocidade constante em 95 km/h. Acho que ninguém faz isso, pois é bem estressante, mas como era um teste, valeu o esforço!
Na volta, usei o Piloto Automático ou Crusier.

FUNCIONAMENTO: ligue o Piloto Automático, colocando na posição On. Acelere o carro até a velocidade desejada e puxe a alavanca para cima. Pronto! O Piloto Automático está programado para aquela velocidade. Pode tirar o pé do acelerador pois o carro vai manter a velocidade até pisar no freio ou no acelerador. Isso devolve imediatamente o controle para o motorista. Por exemplo, ao ver uma lombada (quebra-mola), basta pisar no freio que o controle volta a ser manual, embora a luz de Crusier fique ligado. Para retornar a velocidade programada, basta pressionar o botão da extremidade da alavanca do Crusier. Se quiser aumentar a velocidade programada, levante a alavanca e fique segurando até atingir a velocidade desejada sem usar o acelerador; que quiser diminuir, baixe a alavanca e segure até rchegar na velocidade desejada. Outro exemplo, se for fazer uma ultrapassagem, pise no acelerador e o controle retorna para o motorista - ATENÇÃO: se pisar com força, o câmbio irá mudar para uma marcha inferior. A velocidade do carro não diminui, mas a rotação irá subir rapidamente, assustando quem não estiver preparado (lembre-se que numa cambio manual, isso é feito conscientemente, portanto, o motorista está colocando o câmbio numa marcha onde terá maior torque para atingir uma velocidade superior em menor tempo). Para voltar, basta apertar o botão da extremidade da alavanca do Crusier.

Pois bem, liguei o Crusier e acelerei até a velocidade de 95 km/h e acionei a alavanca. Primeira vantagem foi não precisei mais ficar de olho no velocímetro. Antes porém, desliguei o aviso sonoro para não ficar pertubando. A segunda vantagem é não precisar ficar dosando a pressão no acelerador para manter uma velocidade constante. Basta deixar o computador fazer o serviço, deixando o pé fora do acelerador. Neste trecho há várias lombadas ou quebra-molas, comunidades e animais domésticos (porcos, galinha, bois e jumentos), além de pessoas caminhando pelo acostamento ou de bicicleta. Por isso, em vários momentos, o controle foi devolvido ao modo normal, retornando ao modo Crusier tão logo as condições permitiram. Nesta condições, o consumo do carro foi 16.8 km/l. Pode ter havido fatores que contribuiram para esta marca, tipo vento a favor, mas não deixa de ser surpreendente uma marca 3.5 km superior com um litro de gasolina com o Crusier em uso. Além do fato de ser muito mais comodo deixar o computador decidir acelerar ou desacelerar o carro, ainda trocar de marcha quando necessário, mantendo quase constante a velocidade programada.

ATENÇÃO: Recomendo que não use o Crusier no circuito urbano, nem em avenida de pouco movimento. Recomendo o uso em rodovia com pouco movimento, bom fluxo de marcha e longos trechos bem pavimentadas (3 km ou superior).

Mais um ponto a favor para carros com um pouco mais de tecnologia de condução assistida (entenda-se: cambio automatizado com piloto automático).