segunda-feira, 4 de novembro de 2013

USANDO O PILOTO AUTOMÁTICO DENTRO DA CIDADE
Melhorando o Consumo do Carro

Olhando as estatísticas dos meus blogs, constatei que é gritante as consultas sobre o piloto automático (PA) do Palio Dualogic.
Até dois meses atrás, eu pouco usava o PA, pois tenho viajado mais de moto do que de carro, mas quando pego a rodovia, sempre uso o PA, pois nesta situação estou procurando fazer uma viagem tranquila e ,de quebra, baixar o consumo do carro.
Então, resolvi fazer uso do PA onde tráfego com velocidade máxima entre 60 a 70 km/h para ver se afetava o consumo. Ao invés de pisar mais fundo para cobrir distância de 1.000 a 3.000 metros, comecei a fazer o percurso usando o PA, acelerado até 60 km e depois acionando o PA
É preciso ter atenção para os veículos que vem por trás. Em geral, nesta velocidade não atrapalham os mais apressados, mas sempre é bom manter-se na faixa de carros lentos. Bom, isso é teoria pois na minha cidade, todos querem trafegar na faixa da esquerda, estejam a 30 km/h ou a 100 km/h, embora por lei a velocidade máxima deveria ficar em 60 km/h em área urbana.
Coloquei 50 reais no tanque (algo como 17 litros de gasolina comum), zerei o Trip B e comecei o teste do PA dentro do perímetro urbano. Em boa parte das ruas e avenidas que percorro não foi possível utilizar o PA. Mas, em determinados horários e nos finais de semanas, é possível utilizar o PA por alguns minutos.
De concreto, o consumo do carro diminuiu significativamente, percorrendo 1.1 km por litro do que sem o PA. Se fazia 11.5 km/l, consegui fazer 12.6 km/l, ou seja, com os 17 litros eu consegui rodar mais 18,7 km, utilizando o PA.
Assistindo ao Auto Esporte, ouvi uma motorista de um carro com câmbio automático dizer que mudando um pouco o estilo de dirigir, ela conseguiu economizar até 1 km/l no mesmo carro. Ela não acelerava demasiada o carro para tentar chegar rápido ao próximo semáforo, quando via um semáforo vermelho deixava de acelerar o carro, dirigia em ansiedade, abrindo mão do ar condicionado quando possível.
Então, aliado ao uso do PA passei a adotar uma postura menos agressiva no trânsito, acelerando o carro progressivamente e tirando o pé em declives ou quando via um semáforo vermelho.
Nos trechos de rodovia dentro da área urbana, começaram a colocar radares cujo limite é 60 km/h. Quando estou nestes trechos, coloco o PA esta velocidade e passo normalmente. É comum ver pessoas reduzindo para velocidade inferior a 60 km/h e depois acelerando o carro até 60 km/h ou pouco acima; ou pior, vindo velocidade acima de 60 km/h, freando para passar um pouco abaixo dos 60 km/h e depois acelerando forte para ir novamente acima de 60 km/h. Certamente, nestes dois casos, aumenta-se o consumo do carro.
Durante o mês de outubro, o consumo melhorou 0,3 km/l na primeira medição. Na segunda subiu para  0,5 km/l. Minhas 3 medições, sempre abastecendo 50 reais, foram: 12,9 km/l, 13,1 km/l, 12,8 km/l. Média: 12,9 km/l.
Vamos as seguintes considerações:
(1) Meu carro já chegou aos 14.500 km, está mais amaciado, e na última revisão foram trocados filtros de ar, óleo, ar condicionado, alinhamento de pneus, etc., que pode ter contribuído para baixar o consumo.
(2) Tenho pegado o carro pela manhã, final de tarde e noite, quando normalmente não uso o ar condicionado. Porém, este teste tem somente 1 mês e agora vai começar o período chuvoso na minha cidade, com uso maior de ar condicionado e ocorrência de congestionamentos intermináveis em qualquer horário. Daí, não dá usar o piloto automático e nem ficar exposto à chuva e o consumo do motor deve aumentar significativamente.
         Se por um lado seja monótono dirigir em “velocidade de auto-escola” por outro lado dá pra economizar um pouco, mês a mês. Se em média eu percorro 800 km.mês, o que antes representava R$ 195,00/mês, agora represesenta R$ 174,00/mês. A economia é de apenas 21 reais o que para um colega é bobagem. Segundo ele, não vale o sacrifício de andar como uma “velhinha sexagenária”. Para ele, carro significa virilidade, alta velocidade, alto desempenho, e se você compra um Palio Sporting 1.6 não quer andar atrás de um Uno Economy 1.0.

                Bom, eu fiz o teste por um mês e vou continuar por mais um ou dois meses. Por enquanto, é uma nova experiência andar como um Uno Economy 1.0. Talvez eu me acostume e comece até a gostar, ou chegue a conclusão que se você compra uma motocicleta Super Sport, não levou em consideração o consumo para comprá-la.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

COMPARATIVO PALIO SPORTING 1.6 DUALOGIC X HB20S AUTOMÁTICO

Tive a chance de dirigir um HB20 por trecho de avenidas e ruas com trânsito rápido e lento, pistas planas e inclinadas e conversar com o proprietário do mesmo sobre o consumo e adaptação do manual para o automático. Com isso, pude avaliar melhor o meu carro e sentir as diferenças, principalmente com relação ao câmbio automático x automatizado. Desde já me desculpo por falhas neste comparativo pois não tenho a pretensão de competir com os especialistas de revistas igualmente especializadas que não ajudam muito na escolha de um modelo de carro. Sempre tenho a impressão que algumas matérias são pagas pelos fabricantes de carros (e de motos) interessados. Meu único vínculo com a Fiat é o de ser proprietário de um Palio Sporting Dualogic a pouco mais de um ano.
Logo de saída, a diferença está na quantidade de posições de um com o outro, o que pode intimidar as pessoas que nunca tenha dirigido um carro de câmbio automático. No HB20 as posições são sete (P-R-N-D-2-1-L) enquanto que do Palio são três (N-D/M-R). Para ligar o HB20 precisa estar em P com pé no freio; no Palio precisa estar em N com pé no freio. Gosto de coisas simples, então achei a solução da Fiat mais elegante com apenas 3 posições. Quem gosta de coisas mais complicadas, 7 posições é uma beleza. As posições 2-1-L são para evitar que as marchas subam descontroladamente, por exemplo, num declive acentuado, ou manter a marcha mais baixas em situações de lama ou piso escorregadios. No Palio, o carro não passa para uma marcha mais alta se não pressionar o acelerador, ou seja, numa descida não sobe de marchas se não pisar no acelerador. No caso de querer ter controle manual é só desligar o modo Auto e controlar na borboleta ou joystick.
Para sair, o HB20 precisa passar pelo R-N até chegar em D. No Palio basta puxar para o D/M na posição do meio. De cara, o creeping mostra vantagem para sair do estacionamento; o carro  move sozinho lentamente ao tirar o pé do freio, podendo ser controlado apenas pressionando o freio. Para dar ré, precisa passar pelo N e no Palio basta um movimento apenas. Neste quesito, a simplicidade do Palio em ter apenas 3 posições na alavanca de câmbio, assusta menos, e a falta de creeping pode ser compensado usado o pé esquerdo para frear facilitando a manobra de estacionamento, bem menos complicado do que com o câmbio manual que muitas vezes pode obrigar ao motorista utilizar o freio de mão para controlar melhor a manobra.
Ao sair cheguei a um aclive bem acentuado. Parei o HB20 e soltei o freio sem acelerar o carro: o carro ficou imóvel de modo seguro e sai com tranquilidade sem aquela manobra complicada em um carro de câmbio manual. Nota 10. No meu carro, eu uso o pé esquerdo para imobilizar o carro no aclive. Assim, obtenho um efeito semelhante, sem deixar o carro deslocar um milímetro sequer para trás. Neste aclive é normal ver os carros com câmbio manual descer de ré alguns centímetros e até 50 cm no caso dos motoristas menos experientes, sendo comum o motor estancar ou cantar os pneus. Poucos conseguem de primeira controlar a decida indesejada com a embreagem.
Eu comentei com o proprietário do carro que a direção elétrica do HB20 era ótima, e aí veio mais uma surpresa: a direção é hidráulica. Muito leve, fazendo com que o meu parecesse uma direção mecânica (exagerando um pouco!). Nota 10 para a direção hidráulica do HB20.
O HB20 tem volante com couro e comando de rádios e outras coisa que não me interessei em ver, mas ai vem outra diferença: não tem borboleta para trocas manuais (ou sugeridas). No painel, enquanto no meu é possível ver em que marcha o carro está engatado, no HB20 aparece apenas o N no visor. Portanto, quem gosta de “esportividade” e fazer troca (sugestão) de marchas manualmente como na F1 ou no joystick como um carro comum, esqueça. É um carro automático sem possibilidades de intervir no câmbio. Mas ai vem outra surpresa: o motor do HB20 tem muita potência. São 8 hp a mais que o meu. No semáforo, ao pisar fundo o acelerador, o carro avança firme e consistente, engolindo a distância entre um semáforo e outro e os freios potentes com ABS dá total segurança em fazer algumas idiotices sem muita gravidade.
Na questão da falta de borboleta ou usar a alavanca de câmbio para troca sequencial, sinceramente, passo 99% do tempo no modo automático comum (opção S desligado). Então, embora meu carro tenha recursos de “esportividade” faço pouquíssimo uso dele.
Agora, o ponto crucial que é muito escrito nas revistas especializadas: os soluços. Eu senti os mesmos soluços no HB20 que tem no meu carro, principalmente na tocada esportiva. A única diferença neste quesito é que no meu é possível escutar os pistões trocando de marcha e no  HB20 não. Mas, esta história de que não dá pra sentir a troca de marcha no HB20 não é verdade. Isso foi constatado pelo próprio proprietário, embora os passageiros, tanto no meu carro como no HB20 pouco notem estes soluços. Neste quesito, nota 10 pro Dualogic por ser um sistema “quebra-galho” mas que resolve bem a questão.
Em velocidade de 80 km/h tanto o HB20 como o Palio mantém uma rotação bem baixa no motor, o que pode significar boa economia de gasolina em médias velocidades. Porém, como ambos tem computador a bordo, pude constatar que o consumo do HB20 no mesmo trecho que costumo fazer em torno de 11 a 12 km/l, ele fez 8,30 km/l. Meu carro já tem 14.000 km rodados e o dele tem menos de 2.500 km e isso pode influenciar no consumo. Segundo ele, o consumo de um colega que tem o carro a mais ou menos 1 ano em médio é 8 a 9 km/l na cidade e na estrada passa dos 13 km/l (100~110 km/h). Bom, aí vem a questão do creeping e do fato do HB20 não deixar o carro afastar num aclive. Estes dois efeitos é conseguido por causa do conversor de torque, ou seja, o motor precisa aumentar a rotação para obter os efeitos desejados aumentando o consumo pela fuga de potência com o carro parado. Uma dica que passei para ele foi de que se ele parar num semáforo ou congestionamento, coloque o câmbio na posição N. Assim alivia um pouco a fuga de potência pelo conversor de torque.
O HB20S é um sedan com muito mais espaço que o meu Palio que mal cabe as compras de supermercado de uma família de 5 pessoas adultas. Isso eu constatei carregando as compras pra minha namorada. No meu caso, basta um bauleto de Bros para a compra da semana ou quinzena. Neste quesito, nota máxima para o HB20.
Agora vem a parte dolorida: quanto foi pago pelo HB20S automático e quando foi pago pelo Palio Sporting Dualogic? Uma diferença 7.500 reais: 52.000 x 44.500.
Sinceramente falando, eu não compraria o HB20S, pois além do câmbio automático não ser tão superior quanto alardeiam os especialistas tem apenas 4 marchas, prefiro câmbio automatizado pelo fator economia de combustível que notoriamente é melhor neste tipo de câmbio. Além de ter os mesmos soluços que o meu, porém sem ruídos de pistões. O motor mais potente significa consumo maior em situações, digamos, mais divertidas. No fundo, quem pode gastar 52.000 reais por um carro, não tem o consumo como prioridade na escolha do modelo de carro. Ainda assim, prefiro pegar outro Palio Sporting Dualogic Plus com teto solar e ainda ficaria abaixo dos 50.000 reais. E particularmente, não gosto do Punto.
Volto a defender o câmbio Dualogic como um meio mais simples e barato de ter um câmbio com troca de marchas sem pedal de embreagem, que tem piloto automático, paddle (borboleta), troca por joystick, ter 5 marchas adequadamente escalonada e que tem creeping nos modelos Plus.
Agora, o New Fiesta 1.6 continua nos meus planos, pois tem câmbio seqüencial de 6 marchas e dupla embreagem, garantindo troca macia de marchas, economia e esportividade com algum controle manual (tecla de troca manual e tecla S), embora não tenha a função joystick e a borboleta. Seu motor tem 12 hp a mais que o meu, com a ressalva que o comando de válvula infelizmente é por correia e não por corrente como é o Palio eTorq 1.6. Além do kit EcoPak de economia de combustível. Mas, por enquanto está precisando de alguns ajustes aqui e ali para ficar como eu quero. O que sei é que está cada mais complicado escolher um bom carro sem pedal de embreagem.