segunda-feira, 30 de setembro de 2013

PROBLEMAS COM CÂMBIO DUALOGIC

Tenho percebido um aumento nas reclamações sobre o câmbio Dualogic, devido ao aumento de números de usuários deste tipo de câmbio.
O mais comum, e também o mais grave, é que o câmbio se desliga que sem aviso algum, no meio do trânsito e até fazendo uma ultrapassagem!! Outro defeito citado é o vazamento repentino de fluido do câmbio que leva ao travamento do mesmo. Preocupante... o pior é que os proprietários ficaram sem explicação por parte da FIAT e ficou por isso mesmo. Alguns, estavam na garantia e mesmo assim a dor-de-cabeça não foi menor, pois aí entra o fator “concessionária” e começa o jogo de empurra-empurra que só vai se resolver judicialmente ou “na ignorância” mesmo.
Aliás, em alguns casos, a FIAT explicou assim: “o problema não é do câmbio Dualogic, mas de outros fatores tipo chicote de injeção, sensor abertura de porta, aumento de temperatura da embreagem, que por segurança coloca o câmbio em ponto morto e se trava”. Bem, se isso é segurança acho que a Fiat precisa avaliar este conceito.
Imagine que você esteja numa rodovia de mão dupla, fazendo uma ultrapassagem num caminhão bitrem de 25 metros a 65km/h (respeitando o limite máximo de 80km/h), e no meio da ultrapassagem o câmbio se desliga e entra em ponto morto. Há grande possibilidade de não ser só câmbio estar “morto”... você também pode estar, logo depois!
Até então, eu vinha rasgando elogios ao sistema Dualogic. Conforto, baixo consumo, comodidade, sem ruídos excessivos, sem trancos incômodos... Mas, os defeitos citados, segundo os reclamantes, surgiram do nada, sem mais nem menos. Eu fico um pouco cético, pois as vezes o problema pode ter sido induzido de alguma forma inocente.
Eu tenho uma teoria e pode ser a maior besteira que vou escrever aqui. Estes problemas não são em todos os carros Dualogic. A própria FIAT garante que os problemas periféricos acabam recaindo sobre o câmbio. Imagino que o sistema tenha vários sensores que podem realmente complicar a vida dos motoristas. Por exemplo, se eu abro a porta com o motor ligado, o cambio passa para o neutro (N) e toca um aviso sonoro. Se abro a porta com o motor desligado no neutro (N), carro toca um aviso para que eu coloque no D/M ou R. Além do fato de não ligar se não estiver em neutro e com o freio pressionado. Se você erra a manobra, é preciso ter paciência de recomeçar do zero, senão o motor não liga. Imagino então que há uma porção de fios, sensores e conectores, principalmente no compartimento do motor. E aí fica minha desconfiança:, uma das causas dos problemas pode ser a lavagem do motor.
Meu penúltimo carro, um Fiat Palio 1.0 Fire, passou 4 anos comigo e nunca teve o motor lavado. Coincidência ou não, nunca teve nenhum problema. Esta dica de nunca lavar o motor me foi passado por um proprietário de lava-jato. Ele me dizia: quando se lava o motor de um carro, é quando começa a estragar o motor. Ele dizia também: você só deve lavar o motor quando for vender seu carro, pois depois de vender o problema vai ser de quem comprou seu carro. Garanto que não lavei o motor antes de vender meu carro; apenas limpei com pano umido. Quem o comprou foi a concessionária onde comprei o carro do meu filho: um novo Uno 1.0 com câmbio manual.
 Eu pensei que isso era bobagem, mas um colega comprou um Fox 0km e, na empolgação, pediu para lavar o motor na primeira lavagem. Ao sair do lava-jato, ia chegando num semáforo, o motor simplesmente apagou. Sem motor, o freio perdeu o servo e mesmo pressionando com tudo de tinha, bateu na traseira no carro da frente.
Acredito que os fabricantes fazem teste de estanqueidade das conexões elétricas, das juntas, sensores e sistemas elétricos, mas com uma pressão abaixo dos jatos que se usam em lava-jatos. Alguns ultrapassam 1.000 psi ou 68 kg/cm². Para ter uma noção os pneus de um carro usam normalmente 28 psi ou 1,9 kg/cm².
Num carro com câmbio Dualogic, acredito que a lavagem de motores pode estar por trás dos problemas. Para quem gosta de manter o motor “limpinho” basta seguir as recomendações dos fabricantes em cobrir as partes eletrônicas com plásticos, vedar as aberturas e o mais importante, utilizar baixa pressão na lavagem do motor. Depois, secar tudo sem utilizar ar comprimido, pois a pressão do ar pode acabar empurrando água para dentro das conexões elétricas. O carro foi feito para aguentar um pouco de água. mas não são projetados para serem "afogados". Se bem que há casos de carros "hidrofobos" que apagam em chuvas fortes quando passam em poças d'águas.
Se a minha teoria estiver correta, estes cuidados devem ser tomados para qualquer carro moderno, pois a eletrônica está cada vez mais presente e dispositivos eletrônicos com umidade não combinam. Com isso, minimiza-se a probabilidade de causar algum problema ao motor (na verdade, às partes eletrônicas do motor) e, consequentemente, ao câmbio Dualogic ou outro câmbio automatizado.
Outro problema pode ser a instalação de algum outro dispositivo não original ou mesmo original, porém mal instalado. Um amigo tem um Punto e depois de instalar um GPS e um DVD Player, o carro começou a apresentar problema na injeção e na marcha lenta do carro. Outro caso que fiquei sabendo, foi a instalação de um alarme-bloqueador-localizador em um Idea automatizado. O carro deixou de trocar de marchas no modo automático. Em ambos os casos, os problemas foram solucionados removendo os dispositivos problemáticos. Ou seja, se seu carro saiu sem aquele dispositivo original de fábrica e se arrependeu de não ter colocado, venda ele e compre um novo. É mais seguro e recomendado.

De resto, é torcer para que meu carro tenha sido montado de modo correto, para não ocorrer vazamento de fluido do câmbio e que as manutenções de rotinas feitas em concessionárias sejam corretas também. Espero nunca ter que escrever algo contra o câmbio Dualogic ou a FIAT no www.reclameaqui.com.br.

sábado, 28 de setembro de 2013

CÂMBIO DUALOGIC x CÂMBIO POWERSHIFT

Até poucos dias atrás, eu não sabia da existência do câmbio Powershift que equipa o Novo Fiesta e o EcoSport, ambos da Ford.
Fiquei muito animado e comecei a pesquisar na Internet este câmbio, pois logo de cara o que chamou a atenção foi o fato dele ter dupla embreagem, depois por ter 6 marchas. Um câmbio verdadeiramente seqüencial e não um câmbio manual que recebeu um dispositivo eletro-hidráulico ou totalmente elétrico para efetuar as trocas das marchas automaticamente, simulando um câmbio seqüencial, ou seja um “quebra-galho”, segundo os proprietários de carros com câmbio seqüencial de dupla embreagem. O câmbio Dualogic se enquadra nesta segunda categoria, as dos “quebra-galhos”.
Assisti vídeos no Youtube, li os dados no site da Ford, li artigos de revistas on-line de automobilismo, e continuei animado.
Vamos colocar os pés no chão. Este câmbio equipa um carro no patamar do Punto e não do Palio, na faixa dos 52.000 reais (o meu Palio custou 44.500 reais). Pelo pacote tecnológico do carro, a principio me pareceu valer a pena comprar o Novo Fiesta e  cheguei a pensar em fazer um test drive e ao as coisas começaram a desandar.
O carro apresenta uma série de reclamações nos item acabamento e ruído no câmbio PowerShift. Li ao menos um artigo de usuário que faz críticas sobre o câmbio e achei este artigo o menos tendencioso do que aqueles publicados pelos “especialistas” de revistas automobilísticas. Por exemplo, não entendo como uma Kawasaki Z750 pode ser inferior a uma Hornet 600. Bem, isto é notório nos comparativos de revistas motociclisticas. Eu tenho uma Z750 e nem penso em trocar por uma Hornet, mas conheço meia dúzia de proprietários de Hornet que gostaria de ter uma Z750, mesmo que a mesma tenha sido descontinuada (agora é Z800). Com isso, fico com pé atrás com as reportagens de revistas especializadas e análises dos seus “especialistas”. Parecem que fazem “matérias pagas” e não uma análise isenta dos produtos.
Sempre que penso em comprar algo, lembro de recorrer ao RECLAMEAQUI. Um site de utilidade pública, onde o pessoal “mete o cacete” quanto estão insatisfeitos. No caso da Z750, eu percebi que não havia reclamações sobre a moto ou a Kawasaki, mas contras concessionárias (algumas), por mal atendimento principalmente. No caso do Palio com Dualogic, eram na maioria contra concessionárias e não com o motor ou câmbio do mesmo.
Mas, no caso da Ford a reclamação ia desde concessionária que não entrega o carro e muitos sobre o câmbio PowerShift. Foi até cômico uma reclamação de um usuário de Audi com câmbio DSG da VW (outro câmbio seqüencial de dupla embreagem, acho tem 7 marchas) em que a fabricante sugeria ele atualizar o software para anular uma das embreagem do sistema de dupla embreagem do DSG. Deve ser brincadeira!! Outro, queria montar um grupo de reclamações e fazer pressão sobre a Ford para solucionar o problema do câmbio PowerShift. Eu trocaria de carro. Pois parece ser problemas de lote e ninguém da Ford (fabricante e concessionárias) querem solucionar, por exemplo, trocando os câmbio defeituosos, o que seria o mais lógico, ao invés de ficar falando que o problema é “normal” neste tipo de câmbio, ou sugerir atualizar um software para eliminar uma das embreagens como no caso do Audi.
Ai, pensei... é melhor deixar a Ford “quebrar a cabeça” um pouco e depois eu penso em trocar meu Palio por um Novo Fiesta e iria pagar uns 5.000 reais a mais, se comparado com um Palio Sporting Dualogic com teto solar, e menos que um Punto Dualogic. Motor por motor, o da Ford é mais moderno e tem mais potência e tem um pacote tecnológico invejável (controle de estabilidade e tração, direção hidráulica, sistema EcoPak de desligamento equipamentos acionadas pelas polias do motor e controle por voz), mas o motor tem dois comandos de válvulas acionados por correia dentada e 16 válvulas. Para quem não sabe dos riscos, basta assistir um vídeo sobre correias dentadas em motores com 16 válvulas e dos cuidados necessários para não serem surpreendidos, ainda mais com comando duplo de válvulas. E o pior, um câmbio que, a princípio, deveria ser impecável, apresenta deficiências que enervam os seus proprietários, tipo, barulho excessivo como algo atritando sem lubrificação e se mostra “indeciso” em subida ou em baixa velocidade nos congestionamentos. De resto, uma maravilha!! Ou seja, “tirando os mortos e feridos, todos estão bem”, como diriam os que estão “satisfeitos” com o câmbio.

Talvez, daqui um ou dois anos, estes problemas estejam resolvidos e aí migre para o Novo Fiesta PowerShift e não para um Punto Dualogic. Por enquanto, meu carro Dualogic continua perfeito e me dando muito prazer em dirigi-lo. Tem barulho, sim, mas são dos atuadores fazendo a mágica da troca automática; tem “indecisões”, sim, mas quando a indecisão parte do motorista (pisa ou alivia?), têm “soluços”, sim, só se você quiser apertando a tecla “S” ou fazendo a troca no modo manual em alto giro. É um “quebra-galho” que funciona muito bem. Se você não pode esperar e quer ou precisa de um carro com trocas automáticas de marchas, continuo sugerindo comprar um carro Dualogic. Como diria o Seu Cleyssom, “este eu agarantio!”. Os câmbios I-Motion e o Easytronic, outros automatizados semelhantes ao Dualogic não os conheço como conheço o Dualogic a um ano e 13.600 km percorridos.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

COMO É O RETORNO AO CÂMBIO MANUAL?

Os meus amigos e meu filho não cansam de brincar comigo (é quase um bullying) quando vou pegar um carro de câmbio manual.
- Você ainda lembra do pedal da esquerda?
- Você ainda sabe as posições das marchas?
- Não precisa pisar no freio para ligar este carro...
- Você está demorando para trocar de marcha...
O pior é quando o carro quase "morre" num lapso de não pisar na embreagem na parada de um semáforo. Ai, a brincadeira dura até uma semana... e se o carro "bater o pino" numa troca equivocada para uma marcha mais leve e pisar fundo no acelerador, o erro vai parar no Facebook.
Estes esquecimentos não chegam a prejudicar a condução normal do carro, então, não tem essa de que você vai esquecer como se dirige uma carro de cambio manual se dirigir um carro de cambio automatizado por longo tempo. Não fico estressado quando vou pegar um carro de câmbio manual. Consigo em 5 minutos reestabelecer a relação com um câmbio manual.
Isso não quer dizer que eu voltaria a comprar um carro de câmbio manual. Principalmente, quando entro num congestionamento. Aí, dá vontade de estacionar o carro manual e pegar um táxi. Ninguém merece o tormento de ficar trocando de neutro-1a.-2a.-neutro para percorrer 10 metros e repetir tudo novamente num percurso de 500 metros. Isto porque moro em São Luís (MA) - 1 milhão de habitantes, 400.000 carros mais ou menos.
Quando fui a São Paulo, desci a Av. Rebouças inteira em pleno 18:30hs numa sexta-feira com um Uno alugado. Foi o inferno na Terra!!! Ficava me lembrando do meu carro com câmbio Dualogic e lamentando ser pobre e ter que economizado no aluguel de carro com câmbio automático.
Mas não é só no congestionamento que o câmbio automatizado é bom. Como já descrevi em artigos anteriores, eu faço as trocas sem aliviar o pé do acelerador, seja no modo manual quanto no automático. As vezes,  em subida muito íngrime, uso a borboleta, quando a troca automática demora um pouco e sinto que a rotação do motor está subido em demasia. Para mim é quase imperceptivel os aclamados "soluços" dos câmbio automatizados citados nas revistas automotivas, mesmo sem aliviar o pé do acelerador nas trocas de marchas, pois não sei fazer isso até hoje!!
Fiz um teste drive uma vez com um Nissan com câmbio automático normal (não o CVT) e foi perceptível os "soluços" até maiores que do meu carro, talvez por causa da suspensão mais macia do Nissan. Dirigi também um Honda Fit CVT (aquele modelo mais antigo) e este realmente não senti nenhum "soluço", ou um Mègane  SW com câmbio Dynamatic (acho que é assim que se escreve).
Mas, o assunto não são "soluços" nas trocas de marchas que podem estar com os dias contados com a adoção do sistema de dupla embreagem em carros automatizados. Este tipo de câmbio é mais caro que o automatizado mais simples, porém mantém a característica de não haver "fuga" de potência dos câmbio automáticos que os fazem serem menos econômicos. Estou falando como um proprietário de um carro quase popular e não um cara que tem dinheiro pra comprar um Corolla Altis, pois aí o consumo seria de menos, eu acho...
Meu sonho de consumo é um carro conversível, mais especificamente, um Peugeot 308 cc.
Porém, pagar R$ 130 mil por um carro ainda é um sonho mesmo. Meu próximo carro já está mais ou menos definido. Ele deve ser um pouco melhor que o meu atual, não vai ser conversível mas terá teto solar: Palio 1.6 Sporting Dualogic Plus com teto solar. Não é um conversível mas vai dar pra sentir um ventinho a mais e ver o céu, mas pelo menos este posso pagar. Logicamente, com Dualogic Plus, um passinho a frente do meu atual...