sexta-feira, 13 de setembro de 2013

COMO É O RETORNO AO CÂMBIO MANUAL?

Os meus amigos e meu filho não cansam de brincar comigo (é quase um bullying) quando vou pegar um carro de câmbio manual.
- Você ainda lembra do pedal da esquerda?
- Você ainda sabe as posições das marchas?
- Não precisa pisar no freio para ligar este carro...
- Você está demorando para trocar de marcha...
O pior é quando o carro quase "morre" num lapso de não pisar na embreagem na parada de um semáforo. Ai, a brincadeira dura até uma semana... e se o carro "bater o pino" numa troca equivocada para uma marcha mais leve e pisar fundo no acelerador, o erro vai parar no Facebook.
Estes esquecimentos não chegam a prejudicar a condução normal do carro, então, não tem essa de que você vai esquecer como se dirige uma carro de cambio manual se dirigir um carro de cambio automatizado por longo tempo. Não fico estressado quando vou pegar um carro de câmbio manual. Consigo em 5 minutos reestabelecer a relação com um câmbio manual.
Isso não quer dizer que eu voltaria a comprar um carro de câmbio manual. Principalmente, quando entro num congestionamento. Aí, dá vontade de estacionar o carro manual e pegar um táxi. Ninguém merece o tormento de ficar trocando de neutro-1a.-2a.-neutro para percorrer 10 metros e repetir tudo novamente num percurso de 500 metros. Isto porque moro em São Luís (MA) - 1 milhão de habitantes, 400.000 carros mais ou menos.
Quando fui a São Paulo, desci a Av. Rebouças inteira em pleno 18:30hs numa sexta-feira com um Uno alugado. Foi o inferno na Terra!!! Ficava me lembrando do meu carro com câmbio Dualogic e lamentando ser pobre e ter que economizado no aluguel de carro com câmbio automático.
Mas não é só no congestionamento que o câmbio automatizado é bom. Como já descrevi em artigos anteriores, eu faço as trocas sem aliviar o pé do acelerador, seja no modo manual quanto no automático. As vezes,  em subida muito íngrime, uso a borboleta, quando a troca automática demora um pouco e sinto que a rotação do motor está subido em demasia. Para mim é quase imperceptivel os aclamados "soluços" dos câmbio automatizados citados nas revistas automotivas, mesmo sem aliviar o pé do acelerador nas trocas de marchas, pois não sei fazer isso até hoje!!
Fiz um teste drive uma vez com um Nissan com câmbio automático normal (não o CVT) e foi perceptível os "soluços" até maiores que do meu carro, talvez por causa da suspensão mais macia do Nissan. Dirigi também um Honda Fit CVT (aquele modelo mais antigo) e este realmente não senti nenhum "soluço", ou um Mègane  SW com câmbio Dynamatic (acho que é assim que se escreve).
Mas, o assunto não são "soluços" nas trocas de marchas que podem estar com os dias contados com a adoção do sistema de dupla embreagem em carros automatizados. Este tipo de câmbio é mais caro que o automatizado mais simples, porém mantém a característica de não haver "fuga" de potência dos câmbio automáticos que os fazem serem menos econômicos. Estou falando como um proprietário de um carro quase popular e não um cara que tem dinheiro pra comprar um Corolla Altis, pois aí o consumo seria de menos, eu acho...
Meu sonho de consumo é um carro conversível, mais especificamente, um Peugeot 308 cc.
Porém, pagar R$ 130 mil por um carro ainda é um sonho mesmo. Meu próximo carro já está mais ou menos definido. Ele deve ser um pouco melhor que o meu atual, não vai ser conversível mas terá teto solar: Palio 1.6 Sporting Dualogic Plus com teto solar. Não é um conversível mas vai dar pra sentir um ventinho a mais e ver o céu, mas pelo menos este posso pagar. Logicamente, com Dualogic Plus, um passinho a frente do meu atual...

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