quarta-feira, 28 de agosto de 2013

12.000 KM - PALIO DUALOGIG SPORTING 1.6 16V
VALEU A PENA, ATÉ AQUI... E OUTRAS VANTAGENS DO CAMBIO AUTOMATIZADO

Hoje, dia 28 de agosto 2013, meu carro está tem 12.760 km rodados. Avalio que tenho rodo 80% desta quilometragem no circuito urbano. Além disso, tenho tenho motos e com isso, uso o carro de modo, digamos mais racional. Por exemplo, evito usar nos horários de rush. Dou preferência em trafegar por avenidas rápidas e evitar congestionamento a qualquer custo. Mesmo com chuva, é mais rápido trafegar com moto, mas se estou acompanhado uso o carro. Desta forma meu consumo não deve servir de parâmetros para a maioria das pessoas que usam seus carros a qualquer hora do dia. Mas, se você estiver interessado em saber meu consumo médio lá vai: 10 km/l. Chego a fazer 11.5 km/l e nunca abaixo dos 9.5 km/l. Portanto, considero meu carro econômico. Lembrando que circulo 90% do tempo com ar condicionado (moro em São Luís-MA).
Com toda esta quilometragem era de supor que já estaria "enjoado" do meu carro, mas pelo contrário, sinto muito prazer em dirigí-lo. Por ter um bom motor 1.6, as acelerações são muito consistentes. A velocidade sobe rapidamente e as trocas das marchas ocorrem de modo suave e precisa. Digamos que nas trocas de marchas quase nunca uso a borboleta ou o joystick. Este último uso toda vez que preciso ligar ou engatar a marcha ré. As vezes me lembro das borboletas quando alguém me pergunta "o que é este (+)  e (-) ao lado do volante?".
Quando preciso parar mais rapidamente, os pneus mais largos e o ABS dão conta do recado com toda segurança. Mantenho os pneus calibrados - tenho uma bomba elétrica com calibrador muito prático, afinal tenho 11 pneus para manter calibrados (5 do carro e 6 das motos). Com certeza, isso vai contribuir para a durabilidade dos mesmos. 
Minha única ressalva é com relação ao tapete original do lado do motorista. Aliás, todo os tapetes do carro que são de tecido tipo carpete. Sujam muito e o do lado do motorista fez um furo no apoio do calcanhar do pé direito. Vou colocar um conjunto de tapete de borracha, mas prático (mais fácil de limpar) e mais durável (o do meu carro anterior nunca furou em 4 anos de uso).
Fora isso, tudo está funcionando perfeitamente.
Por enquanto, não tenho planos de trocar de carro, mas se for trocar optaria pelo mesmo modelo, colocando apenas o Dualogic Plus (deve trazer um pouco mais conforto nas manobras - não tenho nenhum problema com o Dualogic atual, pelo contrário, sinto total controle e segurança nas manobras de estacionamento e nas rampas mais íngremes) e o teto solar, item meio bôbo, eu sei, mas acho que é porque gosto mais de pilotar motos o que dirigir de carros. De resto, acho que vou manter até a cor: cinza scandium, cor de televisão desligada, segundo um colega.
Outro dia fiquei imaginando porque a FIAT não coloca este câmbio no UNO 1.4 (Essence ou Sporting), o mesmo que equipa o Fiat 500. Acho que haveria uma procura maior deste tipo de comodidade para um carro custando mais barato que o Palio 1.6 (Essence ou Sporting). Não acho que haveria autocompetição entre os modelos da fábrica (Uno x 500, Palio x Uno), mas uma oferta para os tops de linha do modelo UNO. Se vai vender como água, não sei... Mas, quem comprar vai sentir abençoado!
Meu filho me falou que assim como o ABS será obrigatório em todos os carros a partir de 2014, o câmbio automatizado também deveria, pois não aguente mais ficar trocando de marcha em congestionamento. Bem, eu disse que no Brasil a maioria dos motoristas não se sentem confortáveis se não tiverem o controle da alavanca de câmbio e embreagem. Algo meio cultural. Não adianta eu divulgar que o cambio automatizado não aumenta o consumo, não torna o carro incontrolável, não deixa o carro "bater pino", as marchas sempre estão engatadas (não há o perigo de "banguelar" numa descida) e corretamente no regime correto, é mais rápido nas retomadas, não é lento nas trocas normais. A única desvantagem é que tem um custo adicional de 2.000 a 3.000 reais, e talvez aí vem o "fator cultural" para mascarar o verdadeiro fator: o econômico. Mas que com certeza compensa pelo possível aumento da durabilidade do conjunto motor/transmissão.
Estou contente com minha aquisição feita a quase um ano.
De longe, considero este meu melhor carro em todo seu conjunto. Se eu recomendava o carro antes de rodar 12.000 km, hoje eu mais que recomendo - não me vejo mais comprando um carro que não seja automatizado. Não quero manual e nem a transmissão automática (epicicloidal, CVT ou X-Gear Nissan). O manual funciona mas é algo primitivo, e as transmissão citada todas tendem a ser menos econômicas que seus variantes manuais, principalmente por causa do conversor de torque (a bomba hidráulica que serve de embreagem para estes tipos de câmbio). Ou seja, o que para muitos é um item contra (do câmbio ser automatizado e não automática pura) para mim é a favor. Não rouba potência do moto na aceleração nem quando está parado (os automáticos tendem a movimentar o carro em marcha-lenta - "creeping") O sistema que simula o "creeping" no cambio Dualogic Plus é diferente. Se o carro estiver freado o câmbio está 100% desengatado, ou seja, sem "engate residual" de um conversor de torque. O carro entra em "creeping" quando se tira o pé do freio, colocando o carro em movimento em até 7 km/h, facilitando as manobras de estacionamento. Infelizmente, meu carro não possui este sistema, mas não tenho nenhum problema com o sistema atual durante o estacionamento ou em rampas íngremes.
Meu sonho é ter uma moto automatizada. Há duas no mercado, ambos da Honda e estas têm um item interessante: a dupla embreagem. Como funciona? Uma embreagem cuida das marchas pares e outra das impares. De tal modo que a passagem de uma marcha para a outra é quase instantânea, muito suave. Será que a Fiat já está pensando em colocar este sistema em seus carros? O sistema já equipa os carros esportivos e de luxo com até 7 marchas (Porsche, Mercedes, Bugatti). Dizem que o limite econômico é 9 marchas. Acho que este será o futuro dos automatizados: câmbios de 5 ou 7 marchas com dupla embreagem. Mas por quê estes fabricantes de carros potentes estão optando por câmbios automatizados e não os automáticos? Simplesmente por não haver perdas significativas nos câmbios automatizados, fora outras vantagens como evitar que o condutor erre a marcha em alta velocidade e a troca ser feita na rotação correta do motor mesmo se a escolha tenha sido manualmente através de uma borboleta no volante.