quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

RECUO DO GOVERNO SOBRE OS FREIOS ABS E AIR BAGS

No noticiário da Globo, o ministro Guido Mantega recuou na intenção de não tornar  obrigatório os freios ABS e air bags a partir de janeiro de 2014. O recuo foi parcial, ou seja, apenas 80% dos carros novos deverão sair de fábrica com os dois equipamentos, deixando 20%  dos carros sem proteção destes dois quesitos importantes de segurança.
A alegação foi que os sindicatos que representam os metalúrgicos levantaram a hipótese de demissão de metalúrgicos pela descontinuidade de modelos que não tem condições de receber os dois equipamentos. Fico indignando, novamente, com uma afirmação desta: manter uma linha de montagem de carros inseguros sacrificando a segurança dos compradores desses carros, só pra beneficiar uma categoria de trabalhadores.
A adoção de medidas de segurança não pode ser norteada levando-se em conta se tais medidas são antipopulares em ano eleitoral. Segundo estudos, o aumento dos carros fica entre 1.000 a 1.500 reais. Eu defendo que o governo absorva este aumento reduzindo os impostos nos mesmos valores. Afinal, a população brasileira como um todo vai se beneficiar por se enquadrarem ao resto do mundo civilizado e desenvolvido.
Está se falando de segurança comprovada e não um estudo teórico a nível laboratorial e parte da população, por não ter condição de pagar a diferença de 1.000 a 1.500 reais, vai preferir comprar os 20% dos carros sem ABS e air bags e correr  risco desnecessários. Exagerando um pouco, fabricar carros sem ABS ou air bags é quase como fabricar um produto com defeito, que pode trazer conseqüências fatais ou lesões permanentes.

As fábricas de automóveis se dizem preparadas para produzir 100% dos carros com ABS e air bags a partir de 2014, como acordado a 4 anos atrás. Então, vamos produzi-los e tentar minimizar a carnificina da guerra em que se tornou o trânsito no Brasil.

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