RECUO DO GOVERNO SOBRE OS FREIOS ABS E AIR BAGS
No noticiário da
Globo, o ministro Guido Mantega recuou na intenção de não tornar obrigatório os freios ABS e air bags a partir
de janeiro de 2014. O recuo foi parcial, ou seja, apenas 80% dos carros novos
deverão sair de fábrica com os dois equipamentos, deixando 20% dos carros sem proteção destes dois quesitos
importantes de segurança.
A alegação foi
que os sindicatos que representam os metalúrgicos levantaram a hipótese de
demissão de metalúrgicos pela descontinuidade de modelos que não tem condições
de receber os dois equipamentos. Fico indignando, novamente, com uma afirmação
desta: manter uma linha de montagem de carros inseguros sacrificando a
segurança dos compradores desses carros, só pra beneficiar uma categoria de
trabalhadores.
A adoção de
medidas de segurança não pode ser norteada levando-se em conta se tais medidas
são antipopulares em ano eleitoral. Segundo estudos, o aumento dos carros fica
entre 1.000 a
1.500 reais. Eu defendo que o governo absorva este aumento reduzindo os impostos
nos mesmos valores. Afinal, a população brasileira como um todo vai se
beneficiar por se enquadrarem ao resto do mundo civilizado e desenvolvido.
Está se falando
de segurança comprovada e não um estudo teórico a nível laboratorial e parte da
população, por não ter condição de pagar a diferença de 1.000 a 1.500 reais, vai
preferir comprar os 20% dos carros sem ABS e air bags e correr risco desnecessários. Exagerando um pouco, fabricar
carros sem ABS ou air bags é quase como fabricar um produto com defeito, que
pode trazer conseqüências fatais ou lesões permanentes.
As fábricas de
automóveis se dizem preparadas para produzir 100% dos carros com ABS e air bags
a partir de 2014, como acordado a 4 anos atrás. Então, vamos produzi-los e tentar
minimizar a carnificina da guerra em que se tornou o trânsito no Brasil.
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